12.17.2008

Requiem Aeternam

Deixei-me levar pelo encanto,
Acordei de um sonho profundo,
Despertei em vão...
É sempre a mesma esfera,
Aquela chama, ilusão.

Deixei-me fantasiar pelo brilho,
Contagiou-me o frágil sorriso,
Desperta-me em vão...
Mais do que agora preciso,
Aquele sonho, ilusão.

Enquanto houverem palavras,
O sol irá nascer, sorridente será o dia,
Mesmo que hoje possa chover...
O tempo será sempre breve,
Enquanto crepúsculo possa contradizer
O sonho que já estava escrito,
A sua chama... ilusão.

Enquanto houver luz,
As noites serão olhares, o luar simpatia,
Mesmo que agora fantasie o verso...
Com o meu platonismo errante, a minha doce agonia,
Na sempre mesma quimera do universo,
O meu sonho... ilusão.

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